IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE ESTABILIDADE DE BACTERIÓFAGOS PARA A BIORREMEDIAÇÃO DE RALSTONIA SOLANACEARUM

Autores

  • Helena Camargo Ferraz Fischer UPM Autor
  • José Luiz Caldas Wolff Autor

Resumo

Ralstonia solanacearum é um dos mais preocupantes e importantes fitopatógenos bacterianos da atualidade devido à sua ampla distribuição geográfica, diversidade de hospedeiros, variações genéticas, alta letalidade e difícil controle. Os fitopatógenos reduzem o rendimento das colheitas em 14%, dentre estes, os de solo, que inclui a R. solanacearum, são responsáveis por 10-20% das perdas anuais. Para seu controle, o uso de antibióticos é o mais utilizado, entretanto, esse método se mostra insustentável. Nesse contexto, os bacteriófagos se mostram uma ótima alternativa de biocontrole agrícola a ser explorada, devido à sua alta especificidade de hospedeiro, baixa toxicidade para os humanos e para o meio ambiente e sua capacidade de auto multiplicação, autorregulação e evolução. Foram utilizadas quatro amostras referidas como fagos A1, A2, D1 e AB12. Foi realizada identificação molecular das amostras e teste de estabilidade em tampão sob refrigeração e em terra autoclavada e não autoclavada, em temperatura ambiente. A partir dos resultados obtidos, inferiu-se que os fagos A1 e A2 são iguais ou muito parecidos com o fago D1, já sequenciado e identificado como pertencente à família Siphoviridae e subfamília Septimatrevirus. Foi confirmada a identificação do fago AB12 como pertencente à família Podoviridae, subfamília Autographivirinae. As análises de estabilidade sugerem que o fago D1 apresenta ótima estabilidade em tampão sob refrigeração e em terra, mostrando maior resistência a alterações ambientais. Comparativamente, o fago AB12 apresentou baixa estabilidade em ambas as análises indicando maior sensibilidade a situações adversas e, consequentemente, menor viabilidade para uso comercial

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Publicado

2022-11-22

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde