A EFETIVIDADE DE NARRATIVAS POLIFÔNICAS PARA O EXERCÍCIO JORNALÍSTICO: ANÁLISE DO DISCURSO DE “OS CINCO DO CENTRAL PARK” E “OLHOS QUE CONDENAM”
Resumo
Neste trabalho, baseado em análise qualitativa dos objetos de estudo propostos, objetiva-se dialogar com as definições de narrativas polifônicas a partir do estudo do filósofo russo Mikhail Bakhtin, em Problemas da Poética de Dostoiévski (1963), diante das narrativas de Dostoiévski, escritor e criador do estilo. Para completar o referencial teórico, Cremilda Medina guia com Ciência e Jornalismo: Da herança positivista ao diálogo dos afetos (2008), o pensamento crítico à atuação do jornalismo diante da realidade. Para assim, encontrar elementos que explicitem a efetividade de narrativas polifônicas no exercício da profissão. Desta forma, as características analisadas são colocadas em evidência e comparação com os objetos de análise, o documentário Os Cinco do Central Park (2012) de Ken Burns, Sarah Burns e David McMahon e a minissérie Olhos que condenam (2019) de Ava DuVernay, como forma de observar tais atributos nas narrativas utilizadas nos objetos de estudo. Em conclusão, o artigo científico é realizado como ato de responsabilidade e ética, assumindo o papel que o jornalismo não teve quando Kevin Richardson, Yousef Salaam, Raymond Santana, Antron McCray e Korey Wise, ainda adolescentes, foram condenados injustamente no caso do crime de estupro e agressão cometidos contra Patricia Meili na noite de 19 de abril de 1989, no Central Park, ponto turístico da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, assim ficando conhecidos como “Os Cinco do Central Park”.