OS NOVOS HORIZONTES DA REFLEXÃO ÉTICA EM HANS JONAS E A NECESSIDADE DE REFORMULAÇÃO DO IMPERATIVO KANTIANO
Resumo
A contemporaneidade tem apresentado desafios a espécie humana em decorrência do acelerado avanço e modificações que a tecnologia inseriu no cotidiano. O desenvolvimento a todo custo tem apresentado seu preço indicando uma exaustão da capacidade do planeta de sustentar as ambições humanas, nota-se um desequilíbrio no regime natural ao qual o ser humano faz parte, trazendo impactos ambientais de toda ordem, em que não é mais possível exercer o controle sobre as mudanças, apresentando-se irreversíveis. Diante de todas essas questões que rodeiam a contemporaneidade e as bases éticas que fundamentam e legitimam o agir humano o filósofo Hans Jonas irá debater e formular um novo imperativo categórico de modo a indicar horizontes à reflexão ética de nosso tempo em face da tradição filosófica e particularmente com a ética produzida por Kant. O cunho antropocêntrico e temporalmente limitado dá ética moderna deve ser superado em prol da vida, por isso que Hans Jonas irá se valer do imperativo categórico kantiano e ampliá-lo, fazendo assim, na sua visão, a adequação necessária ao sistema ético que precisa ir além de elementos formais, como queria Kant, atingindo aspectos materiais, os quais afetam psicologicamente os indivíduos, direcionando o agir moral para aquilo que há de mais valioso, na sua opinião, a preservação da vida. O artigo irá abordar os rumos pretendidos por Jonas em relação a ética em face daquela de Kant e por quais razões esta deixou de ser suficiente para fazer frente as modificações da contemporaneidade, exigindo sua reelaboração.Downloads
Publicado
2022-11-07
Edição
Seção
Centro de Educação, Filosofia e Teologia