DIREITO VIVO EM DIÁLOGO COM O PENSAMENTO DECOLONIAL: UMA ANÁLISE A PARTIR DO DIREITO ANTIDISCRIMINATÓRIO

Autores

  • Bruno Lopes Ninomiya Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Fernando Rister de Sousa Lima Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor

Resumo

A pesquisa tem como objetivo, por meio de metodologia de revisão bibliográfica e uma análise sociojurídica da temática, compreender como a teoria de Direito Vivo criada por Eugen Ehrlich e as possibilidades que se apresentam a descolonização do direito propiciam um melhor entendimento do direito antidiscriminatório. Problematizou-se o fato de que o direito – e seu processo de interpretação – é calcado em uma perspectiva liberal e individualista que é utilizada para reproduzir o sistema de dominação racial, o que implica, necessariamente, na inserção de certos indivíduos nas hierarquias sociais. Constatou-se, por meio de um estudo pós-colonial, que a independência das colônias não foi um marco suficiente para que o poder colonial fosse findado, visto que segue existindo nas sociedades uma forma direta ou indireta de colonialismo interno – acoplado à colonialidade do poder e às políticas imperialistas do sistema-mundo – no qual controla e influencia a matriz epistêmica e política das nações ora colônias. Trata-se de uma matriz de poder que controla os seres e a questão de conhecimento, ao qual uns seriam inferiores e outros superiores, e esse diagnóstico reverbera, no campo do direito, como uma das premissas que justificam a inserção do direito antidiscriminatório nos currículos jurídicos. A ciência ehrlichiana, de igual modo, advoga por um direito que demanda necessárias transformações no sentido de que ele brotaria das relações sociais, sendo um processo dinâmico em constante modificação social.

Biografia do Autor

  • Bruno Lopes Ninomiya, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Graduando em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Pesquisador do Núcleo de Direito e Descolonização (USJT/CNPq), do Laboratório de Sociologia do Direito (UPM), do Grupo de Pesquisa “O Sistema de Seguridade Social” (UPM/CNPq) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UPM), com fomento do MackPesquisa.

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Publicado

2022-10-27