PARQUES URBANOS NAS ÁREAS DE FRANJA DA ZONA NORTE DE SÃO PAULO: INSTRUMENTOS DE RESILIÊNCIA URBANA E AMBIENTAL EM CONTEXTOS DE MUDANÇA CLIMÁTICA
Resumo
A urbanização acelerada de São Paulo pressiona as áreas de franja, em especial na Zona Norte, agravando riscos socioambientais e perdas ecológicas. Nesse contexto, os parques lineares destacam-se como instrumentos de infraestrutura verde, articulando preservação ambiental, inclusão social e ordenamento territorial. Esta pesquisa analisou criticamente o Plano Municipal de Áreas Verdes e Espaços Livres (PLANPAVEL), em diálogo com o Plano Diretor Estratégico e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a partir de dois estudos de caso: o Parque Linear do Canivete e o Parque Linear Ribeirão Perus. Ambos evidenciam como áreas de transição entre cidade e natureza funcionam como zonas de amortecimento, oferecendo serviços ecossistêmicos — regulação climática, drenagem urbana e proteção da biodiversidade — e ampliando o acesso a espaços públicos de lazer. Os resultados mostram que, quando integrados a políticas públicas e processos participativos, esses parques fortalecem a resiliência climática e a justiça socioambiental. No entanto, os riscos de “gentrificação verde” permanecem, exigindo medidas para garantir a permanência das populações locais.