PARQUES URBANOS NAS ÁREAS DE FRANJA DA ZONA NORTE DE SÃO PAULO: INSTRUMENTOS DE RESILIÊNCIA URBANA E AMBIENTAL EM CONTEXTOS DE MUDANÇA CLIMÁTICA

Autores

  • Julia Fernanda Garcia Bernardes Universidade Presbiteriana Mackenzie. Autor
  • Angélica Tanus Benatti Alvim UPM Autor

Resumo

A urbanização acelerada de São Paulo pressiona as áreas de franja, em especial na Zona Norte, agravando riscos socioambientais e perdas ecológicas. Nesse contexto, os parques lineares destacam-se como instrumentos de infraestrutura verde, articulando preservação ambiental, inclusão social e ordenamento territorial. Esta pesquisa analisou criticamente o Plano Municipal de Áreas Verdes e Espaços Livres (PLANPAVEL), em diálogo com o Plano Diretor Estratégico e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a partir de dois estudos de caso: o Parque Linear do Canivete e o Parque Linear Ribeirão Perus. Ambos evidenciam como áreas de transição entre cidade e natureza funcionam como zonas de amortecimento, oferecendo serviços ecossistêmicos — regulação climática, drenagem urbana e proteção da biodiversidade — e ampliando o acesso a espaços públicos de lazer. Os resultados mostram que, quando integrados a políticas públicas e processos participativos, esses parques fortalecem a resiliência climática e a justiça socioambiental. No entanto, os riscos de “gentrificação verde” permanecem, exigindo medidas para garantir a permanência das populações locais.

Biografia do Autor

  • Angélica Tanus Benatti Alvim, UPM
    Arquiteta e Urbanista (Faculdade de Belas Artes de São Paulo, 1986), Mestre e Doutora em Arquitetura e Urbanismo (Universidade de São Paulo - FAU/USP, 1996; 2003); Professora Titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, atuando no curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo (desde 1991) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (desde 2005). Membro titular do CNPq no Comitê de Assessoramento - Arquitetura e Urbanismo, Demografia, Geografia Humana e Regional, Geografia Física, Planejamento Urbano e Turismo (CA-SA), subárea Arquitetura e Urbanismo, com mandato de 01/07/2024 até 30/06/2027.Foi Diretora da FAU Mackenzie (20162023); Coordenadora Geral de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade Presbiteriana Mackenzie (20132016); Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAU-Mackenzie (20102013); e Coordenadora de Pesquisa da FAU-Mackenzie (20082010). Foi Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo ANPARQ (gestão 2015/2016), Diretora da ANPARQ (gestão 20142015), membro do Conselho Fiscal (20172018) e presidiu o Prêmio ANPARQ 2020.Autora de diversos artigos em periódicos nacionais e internacionais, possui produção científica reconhecida nas áreas de urbanização de assentamentos precários, justiça territorial, planejamento urbano sustentável e enfrentamento da emergência climática. Organizou os livros: Alvim e Castro. Avaliação de Políticas Urbanas: contexto e perspectivas (Mackpesquisa e Romano Guerra, 2010); Alvim, Abascal e Abrunhosa. Arquitetura Mackenzie 100 anos. FAU Mackenzie 70 anos. Tradição e Pioneirismo (Editora Mackenzie e CAU/SP, 2017); Allegri et al. Research Tracks in Urbanism: Dynamics, Planning and Design in Contemporary Urban Territories (CRC Press/Taylor Francis); e ALVIM, A.; RUBIO, V. M. (Org.). Sustentabilidade em projetos para urbanização de assentamentos precários no Brasil: contexto, dimensões e perspectivas (Manole, 2022).É líder do Grupo de Pesquisa Urbanismo Contemporâneo: redes, sistemas e processos e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq nível 1D. Coordena projetos que articulam sustentabilidade urbana, resiliência climática e inovação social, com destaque para: Emergência Climática e Políticas Públicas nas Cidades Brasileiras (MackPesquisa; CNPq/Faixa B, 20252027) e Planos e Projetos Urbanos para Cidades Brasileiras: desafios da resiliência em áreas protegidas (CNPq PQ, 20222025). Integra o INCT Klimapolis (cooperação Brasil-Alemanha), além de iniciativas voltadas à justiça ambiental, infraestrutura verde e cartografia participativa. Sua atuação combina excelência acadêmica e impacto público, com contribuições efetivas para planos diretores, políticas de adaptação e estratégias territoriais em zonas vulneráveis.

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Publicado

2025-12-12

Edição

Seção

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo