Pós-modernidade e representação: Análise da Intertextualidade no filme “O Grande Hotel Budapeste” de Wes Anderson

Autores

  • Gisele Santos de Lima Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Patricio Dugnani Autor

Resumo

O sujeito pós-moderno vive a angústia de não conseguir visualizar certezas e enxergar um futuro concreto na sociedade pós-moderna, partindo do princípio de que no passado, muitas vezes não vivido por ele, essa realidade de certezas plenas era tangível. Diante do cansaço das incertezas presentes na Pós-modernidade, o sujeito pós-moderno se apoia em modelos que, ao menos aparentem, maior concretude e solidez para ele. O cinema de Wes Anderson reflete esses sintomas, trazendo composições mais voltadas à rigidez de outros contextos históricos, incluindo o Renascimento, com suas obras matematicamente simétricas, que, em muito se assemelham com as cenas construídas nas obras do cineasta. Contudo, este artigo pretende analisar as relações intertextuais, e a estética pós-moderna, na obra escolhida, conjuntamente com o contexto do cansaço da incerteza. Além disso, pretende-se observar o histórico do diretor em seus demais filmes em busca de pontos em comum em suas composições e, por fim, analisar as cenas compostas, adotando um método semiológico. Para cumprir com essa trajetória foi feita uma pesquisa teórica, exploratória e analítica, galgada em estudos sobre a intertextualidade de Roland Barthes, a análise das características do Renascimento de Henrich Wölfflin, o conceito de retrotopia, a utopia do passado, de Zygmunt Bauman, e os métodos semiológicos de Ferdinand de Saussure e Barthes.

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Publicado

2020-12-18