EDUCAÇÃO MIDIÁTICA E DESIGUALDADE SOCIAL NA REDE DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Resumo
O artigo busca investigar como as práticas de educação midiática, integradas ao componente de Linguagens da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), podem efetivamente contribuir para a redução das desigualdades socioeconômicas e educacionais. A educação desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos críticos, porém, quando fornecida de forma desigual, pode perpetuar a exclusão social e a marginalização econômica. Por outro lado, a desinformação e as fakes news surgem como sendo um dos maiores desafios da atualidade, que compromete a capacidade dos indivíduos de formarem opiniões críticas e tomarem decisões embasadas em fatos. Nesse contexto, a educação midiática surge como uma resposta a esse problema. A educação midiática é a capacidade de acessar, analisar criticamente e criar conteúdo midiático, promovendo a cidadania e combatendo a desinformação. Desse modo, o estudo busca avaliar como as disparidades socioeconômicas no ensino público de São Paulo, por meio de indicadores educacionais como o Índice de Nível Socioeconômico (INSE), podem apontar uma defasagem na implementação desse componente. A educação midiática no currículo é crucial para combater a desinformação, e a sua implementação no componente curricular das escolas cria a possibilidade da promoção dessas habilidades. No entanto, é necessário avaliar se as políticas públicas estão assegurando recursos, infraestrutura nas escolas e a capacitação de educadores.Downloads
Publicado
2024-11-19
Edição
Seção
Centro de Comunicação e Letras