AVALIAÇÃO DE PARAMETROS BIOQUÍMICOS EM USUÁRIOS DE DIETAS HIPERPROTEICAS
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Publicado
2018-12-13
Edição
Seção
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
A obesidade vem aumentando exponencialmente e várias são as medidas utilizadas pela população no combate a mesma, dentre elas está o uso de dietas hiperproteicas. A alta ingestão de proteínas aumenta o metabolismo de compostos nitrogenados e sobrecarrega os órgãos alvo fígado e rim, responsáveis respectivamente dentre outras coisas pela síntese e excreção da ureia. A literatura relata os efeitos maléficos causados pela ingestão em longo prazo de produtos hiperproteicos dentre eles a hepatite fulminante. Baseado nisto, o presente trabalho visa verificar se indivíduos que utilizam estes produtos possuem alterações no perfil bioquímico comparados com indivíduos que não utilizam (n=40). Foram utilizados kits comerciais com princípio colorimétrico para a determinação da concentração plasmática de TGO, TGP, fosfatase alcalina, creatinina e estimada a taxa de filtração glomerular. A faixa etária mais frequente foi de 25 a 35 anos sendo o gênero feminino o mais frequente em ambos os grupos. Verificou-se que quem usa tem maior concentração plasmática de TGO e que quanto maior a frequência de uso maior a concentração plasmática de TGP o que sugere maior sobrecarga hepática. Já em relação a sobrecarga renal também se observou que quanto maior a creatinina plasmática menor a filtração glomerular no grupo de usuários. Este resultado pode sugerir uma alteração precoce no órgão alvo rim. Mediante os resultados, faz-se necessária a realização de mais estudos envolvendo esta população com um número maior de participantes com intuito de comprovar estas alterações precoces aqui observadas e prevenir o desenvolvimento da hepatite fulminante.