Realidade Virtual Imersiva na Aprendizagem Motora Implícita em Adultos Jovens

Autores

  • Bárbara Ricci de Souza Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Marília Lira da Silveira Coêlho Universidade Presbiteriana Mackenzie<br /> Autor

Resumo

Estudo experimental que investigou os efeitos da prática repetida e da exposição à realidade virtual na aprendizagem motora implícita por meio da tarefa Serial Reaction Time Task (SRTT). Foram avaliados efeitos agudos, crônicos (retenção após 48h) e de reaprendizagem em adultos jovens. Os resultados indicaram que tanto a prática repetida quanto a realidade virtual favoreceram a aprendizagem e a consolidação motora, sugerindo a realidade virtual como ferramenta complementar no treino de habilidades visuomotoras.


Biografia do Autor

  • Bárbara Ricci de Souza, Universidade Presbiteriana Mackenzie

    Introdução: A aprendizagem motora implícita é um processo fundamental para aquisição de habilidades, podendo ser investigada pela Serial Reaction Time Task (SRTT). Estratégias como a prática repetida e a realidade virtual (RV) têm sido exploradas para potencializar esse processo. Objetivo: Investigar os efeitos da prática repetida na SRTT e da exposição à RV sobre a aprendizagem implícita de sequências, considerando efeitos agudos (Pré–Pós), crônicos (retenção após 48h) e de reaprendizagem. Método: Trinta e cinco participantes saudáveis foram distribuídos em dois grupos: SRTT (n=18) e SRTT+RV (n=17). O desempenho foi avaliado pelo tempo de reação em blocos sequenciais e aleatórios no Dia 1 (Pré e Pós) e no Dia 3 (Pré e Pós). A pontuação foi registrada ao longo de três dias consecutivos de treino de RV. Resultados: Houve redução significativa do tempo de reação em nível agudo e crônico, com retenção após 48h e reaprendizagem no terceiro dia. Embora não tenham sido observadas diferenças globais entre grupos, a análise complementar indicou maior ganho agudo sequencial no grupo SRTT no Dia 3, enquanto o grupo SRTT+RV apresentou menor margem de melhora, possivelmente em função de adaptação prévia à tarefa visuomotora. Na RV, observou-se melhora acentuada entre os dois primeiros dias e tendência ao platô no terceiro. Conclusão: Tanto a prática repetida quanto à RV favoreceram a aprendizagem implícita e a consolidação motora. A exposição à RV pode antecipar parte das adaptações motoras, configurando-se como ferramenta complementar no treino de habilidades visuomotoras.

     

  • Marília Lira da Silveira Coêlho, Universidade Presbiteriana Mackenzie<br />

    Possui graduação em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Bahia (2006). Especialista em Reabilitação Neurofuncional pela Faculdade Social da Bahia (2007). Mestre em Medicina e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) (2010). Doutora em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) (2017). Professora do Curso de Fisioterapia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisadora no Laboratório de Neurociência Social e Cognitiva da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisa e tem interesse nas áreas de Estimulação Cerebral; Integração Multissensorial; Autoconsciência Corporal; Percepção Visuoespacial; Ilusões Perceptivas; Motricidade Humana; Neurociência Cognitiva e Neurociência Social; Neurociência aplicada à reabilitação. Atualmente pesquisa sobre a modulação da integração multissensorial das representações espaciais e corporais na percepção sensório-motora por meio da estimulação cerebral não invasiva e ilusão da mão de borracha


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Publicado

2025-11-05

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde