URBANISMO TÁTICO COMO FERRAMENTA DE EXPERIMENTACÃO PARA A QUALIDADE DO DESENHO URBANO
Resumo
A mobilidade urbana voltada a veículos motorizados que pudessem percorrer longas distâncias norteou o desenvolvimento das cidades, tornando-as, muitas vezes pouco convidativas para os pedestres. Diante disso, o desenho urbano foi traçado para dar suporte a essa política priorizando os automóveis privados, e, por muitas décadas, desconsiderando a mobilidade ativa – aquela que faz uso unicamente de meios físicos do ser humano para a locomoção, como o andar a pé e a bicicleta. Assim, o urbanismo tático (o que tem caráter provisório, muitas vezes usados para testar a aceitabilidade de soluções) surge como ferramenta para o incentivo à caminhabilidade, possibilitando novos desenhos urbanos e melhorando a qualidade de vida nas cidades. O objetivo desse trabalho é apresentar evidências de que cidades que têm políticas de incentivo à mobilidade ativa podem utilizar o urbanismo tático como instrumento de ativação e democratização do espaço público. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica exploratória, através de livros, material digital e pesquisa documental nos sites oficiais das cidades abordadas e de escritórios responsáveis pelas intervenções, visando conhecer as políticas públicas de quatro cidades e, a partir destas, suas intervenções de urbanismo tático. Foram elas: São Paulo, Fortaleza, Nova York e Lima. Dessa forma, concluiu-se que o urbanismo tático se manifesta como estratégia de intervenção urbana, incentivando a mobilidade ativa e, através de políticas públicas, aumentando a qualidade do desenho urbano.