O LIVRO-REPORTAGEM COMO MEIO DE HUMANIZAÇÃO DO FATO: estudo de caso da obra "Todo dia a mesma noite", da jornalista Daniela Arbex
Resumo
O presente artigo discute o potencial da mídia livro-reportagem para o emprego da humanização no relato jornalístico e a importância do chamado “jornalismo humanizado”, tendo como objeto de análise a obra “Todo dia a mesma noite – a história não contada da boate Kiss”, publicada pela jornalista Daniela Arbex, em 2018. Fazendo uso da pesquisa bibliográfica, com a consulta a livros que debatem as características da peça jornalística livroreportagem (como o aprofundamento e o emprego de técnicas literárias); o “jornalismo humanizado” e abordagens jornalísticas mais sensíveis e empáticas (que fogem de um conceito superficial de objetividade jornalística), o artigo, a partir de uma abordagem qualitativa, analisa diversos trechos da obra de Daniela, pontuando como esses aspectos mencionados conseguem ser contemplados. Para isso, autores como Edvaldo Pereira Lima, Jorge Kanehide Ijuim, Perseu Abramo e Cremilda Medina aparecem como nortes teóricos da pesquisa. O artigo também faz uso da pesquisa documental, apoiando-se em algumas reportagens que versam sobre a tragédia na Kiss e sobre o livro de Daniela Arbex. O estudo mostra como o jornalismo humanizado, marcado, dentre outras coisas, por características como aprofundamento e a valorização da identidade e das histórias das personagens envolvidas no fato, é um recurso importante para fazer o leitor se conectar com o acontecimento retratado, dando importância a ele, em especial no mundo contemporâneo em que o público recebe uma multiplicidade grande de informações fragmentadas pelas mais diferentes plataformas e, muitas vezes, sente dificuldade de tomar a decisão sobre em qual dessas informações deve centrar sua atenção.Downloads
Publicado
2023-11-29
Edição
Seção
Centro de Comunicação e Letras