Desenvolvimento de formulação com óleo de pracaxi com atividade antioxidante e cicatrizante

Autores

  • Leticia Oliveira Queiroz Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Leticia Caramori Cefali Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor

Resumo

A crescente demanda por produtos naturais impulsiona o desenvolvimento de novas formulações cosméticas. O óleo de pracaxi, proveniente da Amazônia, se destaca por ser rico em ácidos graxos, como ácidos oleico e behênico, e bioativos antioxidantes. O objetivo do trabalho foi desenvolver e avaliar uma formulação cosmética contendo o óleo de pracaxi. O óleo comercial, de alto grau de pureza, foi analisado por ensaios de identificação de taninos, flavonoides e alcalóides, além da quantificação de quercetina por espectrofotometria UV e dos ácidos graxos por CG-EM. A atividade antioxidante foi analisada pela captura do DPPH in vitro e a cicatrizante in vitro pelo método de migração de queratinócitos. O cosmético foi desenvolvido utilizando glycerin, caprylic capric acid triglyceride, phenoxyethanol polysorbate 80, PPG-3 benzyl ether myristate, hydroxyethylcellulose, cetostearyl alcohol, ethoxylated cetostearyl alcohol e água, sendo acrescentado 5% do óleo de pracaxi até a obtenção de uma emulsão homogênea. A formulação foi submetida ao ensaio de centrifugação e estudo de estabilidade. O óleo apresentou taninos, flavonoides e concentração de 11,96 µg/ml de quercetina. Foram identificados ácidos como oleico e linoleico, além de ácidos mirístico, palmítico, esteárico, araquidônico e lignocérico. A atividade antioxidante apresentou IC50 de 1,69 µg/ml, enquanto o ensaio cicatrizante apresentou resultados inconclusivos, em reavaliação. A formulação apresentou aspecto cremoso, coloração branca, pH 5,98, densidade de 1,016 g/mL e viscosidade de 6,02 Pa.s, com comportamento pseudoplástico e tixotrópico sem separação de fases. Assim, o óleo de pracaxi torna-se promissor para formulações cosméticas estáveis para combate ao envelhecimento cutâneo precoce e alterações cutâneas.

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Publicado

2025-11-11

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde