O PENSAR CIDADES FRENTE À CRISE CLIMÁTICA: Experiências da Cidade do México e Hamburgo e contribuições para a revisão do plano diretor da cidade de São Paulo
Resumo
A presente pesquisa objetiva identificar as estratégias de governança participativa e de projeto urbano que estão sendo implementadas internacionalmente para tornar as cidades mais resilientes frente à crise climática. A pesquisa adotou como objeto de estudo os casos da cidade de Hamburgo, com foco na governança participativa, e o caso da Cidade do México, com foco no planejamento urbano sensível às águas, com o objetivo de contribuir para as discussões da revisão do Plano Diretor de São Paulo. A metodologia compreendeu um levantamento de artigos acadêmicos e documentos oficiais, com o intuito de compreender os contextos em que cada uma das cidades se encontram, os desafios que enfrentam em relação às mudanças climáticas, e a relação entre governança e desenho urbano, visando principalmente a mitigação dos efeitos climáticos através de políticas e tipologias urbanas baseadas na metodologia water sensitive urban design (WSUD). Estudou-se também os acordos internacionais do clima, como o Acordo de Paris (2015), que buscam reduzir as vulnerabilidades físicas, sociais e econômicas frente à crise climática, e os conceitos que permeiam esse debate. Além disso, buscou-se compreender as políticas climáticas institucionalizadas no município de São Paulo e como elas poderiam ser aplicadas na revisão em curso do plano diretor. A partir desses estudos de caso propostos, pretendemos compreender como as formas de governança local e os métodos de planejamento urbano adotados nesses casos podem trazer maior assertividade ao planejamento de uma cidade mais resiliente, e, dessa forma, como podemos adaptar essas experiências na capital paulista.