PERSISTÊNCIA DA FADIGA NO PÓS-COVID E SUAS REPERCUSSÕES NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL

Autores

  • Isabella Gomes Silva Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Denise Loureiro Vianna Autor

Resumo

Introdução: A COVID-19 foi declarada pandemia em 2020 pela Organização Mundial da Saúde. Trata-se de uma doença com manifestações além do quadro gripal, e suas sequelas podem levar ao comprometimento da função física e também cognitiva. Objetivo: Avaliar a prevalência dos sintomas após o período agudo, o status da fadiga e estresse pós-traumático em pessoas acometidas pela COVID-19. Metodologia: Os dados foram obtidos através de inquéritos enviados por meio eletrônico e das redes sociais aos participantes de ambos os sexos idades entre 18 a 75 anos, com diagnóstico confirmado de COVID-19, independentemente do nível de manifestação clínica e tempo de evolução da doença. Além da ficha cadastral foram aplicadas a Escala Chalder de Fadiga (CFQ-11) e a Escala do Impacto do Evento (IES-R). Resultados: Participaram do estudo 106 participantes, idade média 30 anos, 79 mulheres e 26 homens, 49% dos participantes apresentou algum sintoma no pós-COVID, e a ansiedade foi mais prevalente (20%) seguido da fadiga e confusão mental (12%). O tempo permanência dos sintomas variou entre 5 a 90 dias. A fadiga foi classificada como moderada a grave, 69% da amostra teve ausência de risco para desenvolvimento de estresse pós-traumático contra 21% com risco severo. Conclusão: A COVID-19 interfere na percepção do nível da fadiga, mas o mesmo não ocorreu para o desenvolvimento do estresse pós-traumático. O tempo de evolução e o número dos sintomas interferem nos escores da percepção da fadiga e risco de desenvolvimento do estresse pós-traumático.

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Publicado

2022-11-16

Edição

Seção

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde