A experiência coletivizada em tempos de isolamento físico

Autores

  • Bruna Donegá Alves Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Antonio Aparecido Fabiano Junior Autor

Resumo

O presente artigo propõe a investigação de possibilidades de outras relações sociais e econômicas a partir de aproximações no Jardim Lapenna, em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo, no contexto de uma pandemia sem precedentes na história recente. Articulando academia, comunidade local e instituições do bairro, foram realizadas entrevistas, reuniões e oficina com moradores e frequentadores do Lapenna, a fim de mapear ações de resposta à crise do Coronavírus e obter um conjunto de questões e características que apontariam hipóteses para a consolidação de uma possível estratégia de ação des-alienante e de luta democrática, com base no conceito apresentado por Suely Rolnik em “Esferas da Insurreição”. O estudo explora o reconhecimento de espaços potentes no bairro e ações desejadas e necessárias para a região sob a ótica da alteração das rotas de concretização das propostas, introduzidas pelo grupo, por conta de diretrizes de outras raízes, provenientes de todo trabalho coletivo que conta com múltiplos atores. Esta pesquisa relata as experiências de construção coletiva resultantes dos contatos e trocas com o bairro e seus agentes, além de analisar as atuais perspectivas de atuação de instituições privadas no apoio à luta social em territórios vulneráveis da cidade de São Paulo. Palavras-chave: Jardim Lapenna. Coronavírus. Comum urbano.

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Publicado

2021-11-22

Edição

Seção

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo