TERAPIA DE ACEITAÇÃO E COMPROMISSO NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Resumo
O transtorno depressivo maior, quando apresentado de forma duradoura e grave, pode ser considerado uma condição crítica de saúde que, em seu pior desfecho, pode levar ao suicídio. Segundo dados do Ministério da Saúde (2020), prevalência de depressão ao longo da vida da população brasileira é de cerca de 15,5%. Tal prevalência também impacta o mercado de trabalho: condições críticas de saúde mental, incluindo o transtorno depressivo maior, estão entre as maiores causas de afastamento do trabalho no país.
A terapia de aceitação e compromisso (ACT) é uma psicoterapia comportamental que tem se mostrado eficaz no tratamento do transtorno depressivo maior. Tal abordagem da psicologia busca gerar flexibilidade psicológica. A ACT busca trabalhar, nos casos de depressão, esquiva experiencial e fusão cognitiva, pois compreende que tanto a esquiva dos pensamentos e sentimentos que se apresentam quanto a fusão cognitiva, quando o indivíduo acredita tão fortemente nas suas cognições que se funde a elas, não só gera como alimenta o sofrimento.
O presente artigo buscou analisar, através de uma revisão bibliográfica, o que já foi proposto, na literatura, acerca da proposta de tratamento da terapia de aceitação e compromisso para o transtorno depressivo maior. Além disso, buscou-se identificar os princípios da ACT que auxiliam na remissão dos sintomas e na ampliação do repertório comportamental do paciente.