Espaços de recusa: microterritorialidades marginais
Resumo
A presente pesquisa teve como objeto de estudo espaços que recusam a ordem sócio-político-econômica de estruturação territorial dominante. Para melhor compreender as escalas que essa resistência territorial pode conter, assim como as suas reivindicações, faz-se necessário o estudo prévio da ordem hegemônica a ser recusada, os denominados hiper-lugares. Essas territorialidades efêmeras que surgem como inaceitação da lógica imposta geram contingenciais lugares de resistência, os chamados espaços de recusa. A partir da percepção teórica dos termos que caracterizam tais espaços, alguns estudos de caso são elaborados para uma elucidação prática das dinâmicas territoriais teorizadas, tais como as Zonas a Defender francesas, o movimento Occupy Wall Street em Nova York, os movimentos de revolta ocorridos no Brasil na década de 60 e, por fim, em uma escala mais local, os vendedores ambulantes que se instalam diariamente nas calçadas da Avenida Paulista, em São Paulo. Com isso, o estudo dessas insurgências em diferentes escalas e de suas respectivas dinâmicas sócio-espaciais visam o reconhecimento desses espaços frágeis e instáveis como uma forma de resistência e de restituição do espaço público àqueles cujo direito à cidade foi negado, uma necessidade a ser implementada no pensar arquitetônico e urbanístico como uma premissa projetual.Downloads
Publicado
2021-11-08
Edição
Seção
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo