OBSCENIDADE PÚBLICA E LÚCIDA: O ESPAÇO FICCIONAL DE HILDA HILST NA OBRA A OBSCENA SENHORA D

Autores

  • Giovanna Suleiman das Dores Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Cristhiano Motta Aguiar Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor

Resumo

O objetivo desse artigo consiste em pensar a representação do espaço ficcional como parte da narrativa da obra A obscena senhora D de Hilda Hilst e, assim, apontar como o espaço ficcional retratado na obra dialoga com Hillé, a personagem principal e narradora, e como ele interfere na construção da narrativa segundo o ponto de vista dos teóricos Cristhiano Aguiar, Claudia Barbieri, Alcir Pécora, Massaud Moisés, Gaston Bachelard Laura Folgueira, Luisa Destri e Eliane Robert Moraes. A pesquisa conta com uma análise do tipo de narrativa que foi construída no texto, identificada como prosa poética e como isso interfere ativamente na narrativa, apontando os efeitos da utilização da prosa poética complexa de Hilda Hilst. Após o enredo e estrutura narrativa, foi analisado o espaço ficcional da obra. Para tanto, foi realizada uma pesquisa na qual fez-se o levantamento das definições de espaço ficcional, segundo nossos referenciais teóricos, como que tais espaços são retratados na obra e de como se dá o processo da relação entre as duas grandes dimensões espaciais apresentadas na obra: o espaço privado e o espaço público, compondo conjuntamente outro aspecto analisado: como o espaço ficcional foi fundamental na caracterização da personagem, na qualificação do termo obscena perante a personagem principal e como que o diálogo entre enredo e espaço ficcional interfere na obra de forma ativa.

Biografia do Autor

  • Giovanna Suleiman das Dores, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Letras - Literatura brasileira
  • Cristhiano Motta Aguiar, Universidade Presbiteriana Mackenzie
    Letras - Literatura

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Publicado

2019-12-17