AVALIAÇÃO DA RESPOSTA SENSORIAL EM RATOS EXPOSTOS À CONVULSÃO NEONATAL
Authors
Pedro Bastos dos Santos
Mackenzie Presbyterian University
Author
Roberta Monterazzo Cysneiros
Author
Author Biography
Pedro Bastos dos Santos, Mackenzie Presbyterian University
O status epilepticus (SE) neonatal em ratos produz prejuízos na sociabilidade, na emocionalidade, porém sem alterações cognitivas. Evidências indicam que indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam alteração sensorial, incluindo para o limiar nociceptivo, como visto na última edição do DSM-5. O objetivo desse estudo foi avaliar a resposta ao estímulo nociceptivo em ratos submetidos ao SE neonatal em duas situações: sem estresse social (SES) e pós estresse social (PES). O grupo experimental recebeu injeção de pilocarpina 3,8% (380 mg/kg, i.p) no nono dia pós-natal e os controles receberam soro fisiológico 0,9% (0,1 ml/10g). A partir dos sessenta dias pós-natal, os animais foram submetidos ao teste de placa quente (HP). Em HP-SES não houve diferença significativa entre os grupos, tanto na latência para a resposta ao estímulo nociceptivo (t=0.55,p= 0.59), quanto para a frequência do tipo de resposta (teste exato de Fisher, p=1,0). Em HP-PES também não houve diferença na latência para a resposta ao estímulo nociceptivo (t=0,4904, p=0,638) e na frequência do tipo de resposta (teste de exato de Fisher, p= 0,6199). Entretanto, na comparação entre os testes, observamos que o estresse social agudo aumentou a latência para o estímulo nociceptivo (F (1,15) = 51,46, p<0,0001), porém não houve diferença entre os grupos (F(1,15) = 0,03713, P=0,849). Portanto, um único episódio SE neonatal induzido por pilocarpina não alterou a resposta nociceptiva independentemente da exposição ao estresse social agudo.