ANÁLISE DE ACEITAÇÃO ALIMENTAR, SOBRAS E RESTOS DE UMA ESCOLA PRIVADA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Abstract
As crianças adquirem as experiências da rotina na qual se encontram, inclusive em relação aos alimentos. A escola, assim, possui certa responsabilidade pela oferta e influência alimentar. Neste contexto, este trabalho se propõe a avaliar quantitativamente a aceitação dos cardápios oferecidos pela escola, bem como o percentual de sobras e restos das refeições. Foi realizado um estudo transversal, desenvolvido em uma escola privada, localizada na região Oeste da cidade de São Paulo. Foram escolhidos, por sorteio, 5 cardápios de lanche da tarde e 5 de jantar e dividiu-se as crianças 2 grupos: G1(composto por crianças de 1 a 3 anos) e G2(composto por crianças de 4 a 6 anos). Em relação à aceitação, o grupo G1 obteve uma aceitação média de 68,98% e 64,77% e o grupo G2 87,24% e 80,17%, no lanche e no jantar, respectivamente. O percentual de sobras dos lanches variou entre 14,85% e 27,05%. Já nos jantares, variou de 18,89% a 39,45%. Os restos dos lanches obtiveram um percentual de 3,77% a 10,53%, e nos jantares de 7,46% a 14,85%. O percentual de aceitação pode estar diretamente relacionado com o porcionamento estabelecido pelo nutricionista do local e os resultados trazerem uma visão crítica sobre a quantidade ofertada e consumida com consequente qualidade nutricional do cardápio, além de fornecer dados importantes para a gestão do serviço.