AVALIAÇÃO DO EFEITO DE ACOMODAÇÃO NAS DIFERENTES TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DOS ELETRODOS E MODALIDADES DE VARIAÇÃO DE FREQUÊNCIA DA CORRENTE INTERFERENCIAL
Abstract
A corrente interferencial é comumente utilizada na prática clínica, contudo, possui como fator limitante a acomodação tecidual. O objetivo deste estudo foi avaliar se há diferença no número de acomodações e na intensidade utilizada durante as aplicações de diferentes técnicas de colocação dos eletrodos e modalidades de variação de frequência da corrente interferencial. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, com 104 voluntários, de ambos os sexos, com idades entre 18 a 30 anos, e IMC de 18,5 a 24,9, divididos em 4 grupos, sendo eles: Bipolar (BI), Tetrapolar (TP), Tetrapolar com varredura (TV) e Tetrapolar isoplanar (TI). Todos os grupos foram submetidos a um protocolo de 20 minutos de aplicação com intensidade de parestesia forte, aumentando, de acordo com a tolerância do sujeito, para que não houvesse acomodação, sendo instruídos a falar a palavra “SIM” assim que a sensação de parestesia forte diminuísse. Os grupos foram homogêneos em relação a idade, IMC e o sexo. Analisando os resultados em relação a acomodação da corrente houve diferença estatisticamente significante somente na aplicação tetrapolar isoplanar comparada com a técnica bipolar. Ao comparar a variação de intensidade também se observou que o grupo TI obteve diferença estatisticamente significante quando comparado ao tetrapolar estático e bipolar, não havendo diferença significativa quanto a variável sexo. Em conclusão, a técnica tetrapolar isoplanar apresentou menor acomodação somente em relação a técnica bipolar, assim, novas pesquisas envolvendo participantes com algia poderiam esclarecer melhor, se a colocação do eletrodo interfere no fator de acomodação e consequentemente na analgesia.Downloads
Published
2021-11-23
Issue
Section
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde