CORRELAÇÃO DA ATENÇÃO TEMPORAL E FUNÇÕES EXECUTIVAS EM ALUNOS UNIVERSITÁRIOS COM E SEM INDICADORES DE DESATENÇÃO

Autores

  • João Pedro Pereira Werner Universidade Presbiteriana Mackenzie image/svg+xml Autor
  • Luiz Renato Rodrigues Carreiro UPM Autor

Resumo

A orientação temporal da atenção é a habilidade para direcionar-se a momentos particulares no tempo. O gerenciamento das funções cognitivas, incluindo a atenção temporal depende, das funções executivas (FE), que frequentemente estão alteradas no TDAH. O objetivo desse trabalho foi descrever as correlações entre direcionamento temporal da atenção e FE em alunos universitários com e sem indicadores de desatenção. Participaram 24 estudantes, divididos em dois grupos em função da presença ou ausência de queixas de desatenção. Todos realizaram tarefas computadorizadas de orientação temporal da atenção e testes de memória operacional (IMO-WISC-IV), atenção (BPA, FDT) e instrumentos de relato para verificação de problemas de atenção (ASR-ASEBA). Os dados foram analisados com teste t para grupos independentes para comparar o desempenho nos testes de atenção automática entre os grupos e análises de correlação entre os índices dos instrumentos de FE e os indicadores de desatenção e hiperatividade no ASRS. No teste de sustentação da atenção, verificam-se algumas tendências a significância (com 0,05<p<0,10) que puderam ser observadas nos intervalos de 2200 ms (p=,092), 2800 ms (p=,095) e 3400 (p=,078), com os TR para o grupo com TDAH maiores que o controle. Foram verificados bons ajustes à função linear (R2 para grupo TDAH = 0,7089 e par ao grupo controle R2 = 0,8013). A tendência a diferença no intervalo de 3400 ms, pode indicar que o grupo TDAH tem mais dificuldade me sustentar a atenção por mais tempo, tendo uma tendência a perder a sustentação da atenção.


Biografia do Autor

  • Luiz Renato Rodrigues Carreiro, UPM
    Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (Licenciatura e Bacharelado em 1994 e Formação do Psicólogo em 1995), Especialização em Neurobiologia pela Universidade Federal Fluminense (1994), Mestrado em Ciências (Fisiologia Humana) pela Universidade de São Paulo (1999) e Doutorado em Ciências (Fisiologia Humana) pela Universidade de São Paulo (2003). É Professor Adjunto I da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde foi vice-coordenador de 2012-2016, e coordenador a partir de 2016 do Programa de pós-graduação stricto-sensu em Distúrbios do Desenvolvimento (Conceito 6 pela CAPES). Também é professor do curso de Psicologia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 - CNPq. Foi Editor Chefe da Revista "Psicologia: Teoria e Prática" que possui Qualis A2 no período de 2012-2016. Atualmente é Editor Associado e da seção de Avaliação Psicológica. Membro da diretoria do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP) de 2013-2015, onde exerceu a função de tesoureiro. Atualmente é membro do Conselho Fiscal da ABECiPsi (Associação Brasileira de Editores Científicos de Psicologia), gestão 2016-2018 e de 2018-2020. Tem experiência na área de Psicologia, especialmente na área da Neuropsicologia, com ênfase em Processos Cognitivos e Atencionais, atuando principalmente nos seguintes temas: atenção e percepção, tempo de reação, aspectos cognitivos do desenvolvimento e suas alterações presentes no TDAH, em outros transtornos do neurodesenvolvimento e síndromes genéticas. Pareceristas ad hoc do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi) entre 2015 e 2017. Membro da Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) desde 2018 e do grupo de trabalho "Avaliação cognitiva e neuropsicológica" da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP) desde 2014.

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Publicado

2019-12-06